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Câmara, uma vitrina para a arte É com orgulho que a Câmara Municipal de Porto Alegre promove seu Salão de Artes Plásticas, realizado a cada dois anos com o intuito de revelar e destacar a produção de artistas nascidos ou residentes no Estado. Na 17ª edição, mais uma vez, o evento evidencia sua abrangência regional, transcendente aos limites da cidade. Dos 289 portfólios inscritos (quase o dobro dos apresentados em 2004), um terço provém do interior. Da mesma forma, o 17º Salão consolida a Câmara como espaço de divulgação cultural. Além das prerrogativas de legislar e fiscalizar as ações do Executivo, a casa agrega às suas funções o papel de incentivar as artes plásticas. Atualmente, o Palácio Aloísio Filho conta com duas galerias, ocupadas por exposições durante o ano todo mediante seleção. O Salão ganha força também quando conhecemos sua história. Idealizado pelo falecido vereador e escritor Josué Guimarães, o evento foi criado por lei municipal em 1952, na administração do prefeito Ildo Meneghetti. Aberto aos talentos gaúchos, revelou diversos artistas modernistas em sua primeira fase, encerrada em 1960. Em 1988, na gestão do saudoso Joaquim José Felizardo, então secretário municipal de Cultura, a Câmara entendeu que era hora de reativar o Salão. Com a lei original remodelada, abriu-se o leque para artistas residentes no Estado há cinco anos ou mais, ampliando o número de participantes. A
realização de mais um Salão, portanto, confirma a contribuição do
legislativo para o desenvolvimento da arte. Durante um mês, dois andares
da Casa servirão de vitrina para os artistas selecionados, que estarão
expondo obras repletas de renovação e experimentação, plenamente
sintonizadas com os movimentos culturais contemporâneos |