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projeto anta
porto alegre - rs


Datas e Horários

01 de outubro, sábado: Praça da Alfândega. Das 10h às 12h
08 de outubro, sábado. Cais do Porto. Encontro às 14hs
23 de outubro, domingo. Parque Farroupilha.
Em frente ao Monumento do Expedicionário. Das 10h às 12h
19 de novembro, sábado. Visita à sede da Chico Lisboa.
Encerramento no Largo da Epatur. Das 10h às 12h

 

A Chico Lisboa, Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, convida todos os artistas a participar deste projeto bem-humorado a fim de que possamos exteriorizar o debate de questões que envolvam o universo das artes plásticas.

A associação faz parte do espaço público não-estatal, sem custo para os contribuintes e fora do controle do Estado. Essa situação nos deixa confortáveis para ocuparmos este que é um espaço fundamental às atividades políticas culturais.

Nós, os artistas, somos mil propostas coexistindo, somos sincronicidade pura. Existem em nós propostas de toda natureza: as que nos chegam pelas pressões sociais; e as que vêm pelas pressões internas de nossa criatividade, que insistem em explodir e pedem para ser compartilhadas com o público. E isto não podemos reprimir: é a pressão de nossa própria criatividade.

A censura ou a repressão política nunca conseguiram impedir o artista de criar. Mesmo nos períodos de decadência, a arte sobreviveu. O sentimento de que vivemos uma época nublada, em crise, é compartilhado por todos nós. A mídia comprova isto diariamente.


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Não estamos diante do fim de um império, de uma civilização ou de um sistema de produção. Mas a alteração dos valores éticos é universal, corrói todos os sistemas e infesta todos os países. E o artista precisa ser a mola propulsora que gritará a realidade.

Queremos, com este projeto, levantar questões financeiras, o lugar das artes na cultura, a censura, a posição do artista diante do mundo em que vive e as funções do Estado.

Por isso aproveitamos este momento em que o foco das atenções da mídia centra-se nas artes plásticas para reivindicar como cidadãos-eleitores-contribuintes:

1º- O efetivo compromisso moral e político com a cultura e com a sociedade, deixando de lado a idéia de vontade política, que reputamos inoportuna quando estamos tratando com representantes legitimamente eleitos.

2º- Que as verbas públicas destinadas às artes plásticas sejam mantidas e repassadas imediatamente conforme a demanda.

3º- Que nossas coleções e nossos espaços públicos sejam mantidos e exibidos em permanência, incentivando e estimulando a memória cultural e artística, a consciência de patrimônio e a educação dos sentidos, fazendo parte efetiva da educação formal.

4º- Ações pró-ativas ao invés de ações reativas, que atendem, no mais das vezes, a desejos de glorificação de afetos e outros, menos nobres, dos nossos representantes legitimamente eleitos, de tornarem-se visíveis à custa dos artistas.

Porto Alegre, outubro de 2005.



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