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Não
estamos diante do fim de um império, de uma civilização ou de um sistema
de produção. Mas a alteração dos valores éticos é universal, corrói todos
os sistemas e infesta todos os países. E o artista precisa ser a mola
propulsora que gritará a realidade.
Queremos, com este projeto, levantar questões financeiras, o lugar das
artes na cultura, a censura, a posição do artista diante do mundo em que
vive e as funções do Estado.
Por
isso aproveitamos este momento em que o foco das atenções da mídia
centra-se nas artes plásticas para reivindicar como
cidadãos-eleitores-contribuintes:
1º- O
efetivo compromisso moral e político com a cultura e com a sociedade,
deixando de lado a idéia de vontade política, que reputamos inoportuna
quando estamos tratando com representantes legitimamente eleitos.
2º- Que
as verbas públicas destinadas às artes plásticas sejam mantidas e
repassadas imediatamente conforme a demanda.
3º- Que
nossas coleções e nossos espaços públicos sejam mantidos e exibidos em
permanência, incentivando e estimulando a memória cultural e artística, a
consciência de patrimônio e a educação dos sentidos, fazendo parte efetiva
da educação formal.
4º-
Ações pró-ativas ao invés de ações reativas, que atendem, no mais das
vezes, a desejos de glorificação de afetos e outros, menos nobres, dos
nossos representantes legitimamente eleitos, de tornarem-se visíveis à
custa dos artistas.
Porto
Alegre, outubro de 2005.
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