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(...)Quem
já se perguntou: sou um monstro ou isto |
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É como se ali estivessem registradas todas as suas perguntas acerca de si própria : “Quem sou eu ?”. Essa é a pergunta que me vem à cabeça o tempo todo. Uma pergunta que todos nós repetimos diariamente. Essa necessidade de nos entendermos, de compreender nosso papel no mundo de hoje, às vezes é quase insuportável, mas ao mesmo tempo, impossível de escapar. Somos acima de tudo iguais. Humanos. Sofremos, sorrimos, somos felizes e infelizes, exagerados e discretos, amamos e odiamos, e, na verdade, o que queremos é sempre o melhor para nós mesmos e para as pessoas que amamos. Assim é a vida, ou pelo menos é assim que deveria ser. Homenagear a Sílvia hoje, é antes de tudo, manter vivo em nossa memória, o trabalho intenso de uma jovem artista que vivia para pintar e pintava para viver. Leandro Selister Artista plástico, Junho/2004 |
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| Sobre a
Obra de Sílvia Motosi Paulo Gomes Artista plástico e curador independente. Doutor em Artes Visuais.
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Através do olhar desta artista contemporânea fazemos um visita original ao domínio das paixões profanas e religiosas, inspirada por uma iconografia culta e organizada por um sistema construtivo arcaico (os polípticos) no qual as pulsões vitais se misturam a uma espécie de frenesi sensorial de símbolos, cores e formas. Um trecho de Roberto Calasso me ocorre agora que olho para estas pinturas. Diz ele que "As figuras do mito vivem muitas vidas e muitas mortes, diversamente das personagens de romances, sempre vinculadas a um só gesto. Mas em cada uma dessas vidas e dessas mortes participam todas as outras e elas ressoam." Juntemos ainda a epígrafe de Santa Teresa de Ávila, que retirei do portofólio da artista, e estamos com dois bons guias para entrar no universo plástico de Sílvia Motosi. |
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Agradecemos a todas as pessoas que colaboraram
para que a realização desta exposição fosse possível.