Intercity Hotel
- Av. Ely Corrêa, nº 2503, Parque do Anjos,Gravataí
Até 30/11 das 11h às 20h

 

Alice Soares, Uma vida dedicada à arte
Artista Homenageada no 2º Salão de Artes Plásticas

Nasceu em Uruguaiana em 1917. O contato com a arte começou na infância. Estimulada pelos pais, Alice Soares tinha como distração o papel e o caderno de desenho. Diplomou-se em pintura (1943) e escultura (1945) pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Passou a lecionar no Instituto de Artes em 1945.

A busca pelo aprimoramento foi um objetivo constante na trajetória da desenhista e pintora. Fez curso de cerâmica com Wilbur Olmedo, gravura em metal com Iberê Camargo e curso intensivo com o professor Horácio Juarez, em Buenos Aires. Participou da 1ª Bienal de São Paulo no início dos anos 50 e realizou mostra individual de pinturas e desenhos no Museu de Artes do Rio Grande do Sul em 1959.  Participou de salões e conquistou vários prêmios. Este ano Alice Soares recebeu Prêmio Líderes & Vencedores, na categoria Expressão Cultural, proferido pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.   

Na maior parte de sua vida, trabalhou no atelier da rua Marechal Floriano, que dividia com a amiga, Alice Brueggemann.  O local marcou a fase mais intensa da carreira da artista. Nos mais de 60 anos de dedicação à arte, “as meninas” é o tema constante de sua obra.

 

Entrevista com Alice Soares

Salão - Como e quando  a senhora começou a despertar para a arte?
Alice Soares
-Eu sempre fui do papel e do lápis. Nós éramos crianças, eu e minhas irmãs,  a nossa distração era sempre em torno da mesa com papel de desenho, cadernos de desenho. A nossa mãe não descuidava nunca porque ela gostava de ver os filhos desenhando. Então, isso é uma coisa que foi se processando naturalmente. Porém, eu fui a única que continuou, que permaneceu. Depois do ginásio, comecei a freqüentar o Instituto de Artes, sempre desenhando, sempre desenhando. Pintar, por exemplo, no meu caso, não foi de início, pintar apareceu muito depois. Só comecei a me interessar pela pintura quando  entrei no Instituto de Artes. 
A minha vida foi toda para a arte. Então, a arte passou a ser uma coisa tão natural para mim que eu não tinha hesitação nenhuma. Depois, mais tarde, comecei a visitar exposições, aquela procura do conhecimento daquilo que eu fazia, para fazer mais consciente. Isso  foi se processando tão naturalmente que quando eu entrei para escola de Belas Artes, por exemplo, sabia certinho o que queria.

Salão - Por que “As Meninas” é  tema constante nas suas obras?
Alice Soares - Sabe que isso é o lado mais difícil da gente explicar,  porque elas vão tomando conta de nós.O tema que a gente usa para realizar um trabalho é a própria natureza da gente que  se manifesta. Veio naturalmente.  Eu acho que as coisas que vêm naturalmente são as melhores.

Salão - Qual a importância de realizar um Salão de Artes Plásticas?
Alice Soares -  É uma importância enorme. Acho que só pode receber apoio. Sempre é reflexo de uma época, do que está se vivendo. Hoje a arte está completamente diferente. Tem uma visão de gente nova, que está procurando. Não vamos olhar pra trás, vamos olhar pra frente.Quando eu entrava, por exemplo, em uma Bienal de São Paulo, não deixava de levar um choque, mas um choque que nos levava para cima, para uma vontade de conhecimento, de mais alguma coisa além daquilo que a gente fazia.

Salão - Como a senhora se sente com esta homenagem do 2º Salão de Artes Plásticas de Gravataí?
Alice Soares - Sinto-me lisonjeada. Faz bem, Faz bem, porque eu sinto que trabalhei.









 

 

2º Salão de Artes Plásticas de Gravataí
Comissão Julgadora


O júri formado por Blanca Brites, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mário Röhnelt, artista plástico, e José Francisco Alves, artista plástico e professor do Atelier Livre, analisou 101 trabalhos inscritos dos quais 20 foram selecionados O critérios de seleção adotados foram a adequação das obras aos princípios estéticos das tendências contemporâneas, a qualidade técnica e a prática continuada da atividade artística dos  candidatos.


O 1º lugar, premiado com R$ 4mil, foi para a instalação Elas que ainda Estão, da artista Ana Flores.

O 2º lugar foi para Miriam Tolpolar que concorreu com a Litografia A Aroeira e receberá o prêmio de R$ 3 mil.

René Ruduit conquistou o 3 º segundo lugar com Pintura Sem título e o prêmio é de R$ 2mil.

Selecionados no
2º Salão de Artes Plásticas de Gravataí

Clique nas imagens abaixo
para visualizar os trabalhos


Adriane Hernadez
Adriana Pastori Belô Cylene Dallegrave Dirnei Prates Fernanda Brauner Soares Fernanda Gassen Juliane Assis
Luiz Roque Filho Marcia Souza da Rosa Maria Pia Azevedo Michel Zózimo da Rocha
Nadia Poltosi Paulo Heidrich Rosana Bones Rosane Vargas
Zeca Nogueira


 

 

1º Lugar -  Instalação
Elas que ainda Estão
(
A instalação é composta por cinco colunas alinhadas. Cada coluna é composta por seis módulos empilháveis e mede 1,90 (altura) x 0,25 (largura) x 0,35 (profundidade).)

Ana Flores,
Porto Alegre

Bacharelado no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Freqüentou o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Premiada no XIV Salão de Cerâmica do Rio Grande do Sul – MARGS, no III Salão e Intercâmbio de Arte Postal - Ball State University e Casa 26 – Muncie/Indiana (EUA) e Porto Alegre. Participação em exposições coletivas em Porto Alegre, Argentina e Estados Unidos.


 

 


 



 

2º Lugar -  Litografia
A Aroeira
(
A artista utilizou fotografias de uma aroeira plantada em 1993. A partir desta data, têm sido feitas fotos pelo menos uma vez por ano. Árvore, família e pequenos objetos que se relacionam com nomes e datas.)

Miriam Tolpolar
, Porto Alegre

Mestrado em Poéticas Visuais e bacharelado em Pintura pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 1984, tirou 1º prêmio Pintura no XIV Salão do Jovem Artista RBS - Porto Alegre. No Salão de Artes de Montenegro (1988) ficou com 1º Prêmio Gravura. Conquistou o 1º Mini Print Intertional de Cadaqués - Purchased Prize - Espanha. Também recebeu premiações em Salões de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

 

3º Lugar -  Pintura
Sem Título
(
Os tons de marrom e suas variações predominam nas pinturas. Elas são trabalhadas com espátula, que funciona como uma pá, permitindo depositar uma grande quantidade de matéria.)

René Ruduit
, Porto Alegre

Bacharelado em Artes Plásticas e mestrando em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ganhou II Prêmio de Artes Plásticas Sonilton Alves - Porto Alegre. Participação em exposições coletivas em São Paulo, Buenos Aires, Porto Alegre.