5ª Bienal terá participação recorde de artistas gaúchos e brasileiros


No dia 2 de agosto, nas dependências do Santander Cultural, a Fundação Bienal do Mercosul divulgou a tão aguardada lista oficial dos artistas participantes da 5ª edição do evento. Estão confirmados 173 artistas, sendo 87 brasileiros, 14 argentinos, 8 bolivianos, 21 chilenos, 15 mexicanos, 14 uruguaios, além de quatro artistas convidados que representam a Europa e os Estados Unidos e um suíço que participa de um dos vetores da mostra. Entre os nomes, destacam-se 15 gaúchos.

Durante entrevista coletiva, o presidente da Fundação, Elvaristo do Amaral aproveitou para salientar: “É o maior número de artistas brasileiros e gaúchos que já participaram das Bienais anteriores. Será um evento único na América Latina.” Amaral também reiterou a importância dos artistas e dos patrocinadores do evento: “A 5ª Bienal, assim como todas as demais, não existiriam, nem teriam vida sem os artistas. Além disso, a Fundação Bienal chegou até a 5ª edição graças às parcerias estabelecidas entre o poder público e a iniciativa privada. Não teríamos chegado até aqui, nem teríamos condições de fazer um anúncio desta envergadura, sem o apoio de nossos patrocinadores”.

Os investimentos e patrocinadores teriam sido as razões da demora em anunciar a lista dos artistas participantes. Conforme o presidente: “A captação de recursos é um processo difícil. Infelizmente no Brasil é ainda muito difícil levantar recursos para projetos desta natureza. Tivemos o cuidado de amarrar ao máximo possível o anúncio do nome dos artistas com o suporte financeiro necessário. Nem sequer encerramos esta parte de captação, temos vários projetos em andamento”. A 5ª Bienal estaria orçada, em aproximadamente 9,7 milhões, e deste valor, praticamente 90% resulta da participação do Governo através do Ministério da Educação e Cultura, de aportes feitos pelas estatais, de aportes feitos pela iniciativa privada através de leis de incentivo e renúncias fiscais.

A 5ª Bienal do Mercosul acontece em Porto Alegre, entre os dias 30 de setembro e 4 de dezembro e tem como tema Histórias da Arte e do Espaço. Conforme o curador-geral Paulo Sérgio Duarte: “As mostras fazem parte de um recorte histórico recente, e espero que sirvam para o público estabelecer relações de que a produção contemporânea não é algo que cai do céu, que chove de uma nuvem e baixa na cabeça dos artistas, mas que eles condensam nos dias de hoje uma experiência da cultura plástica de nosso país”.

Em relação ao aumento de artistas brasileiros o curador afirmou: “Todos os artistas que estarão aqui, só estarão por causa da excelência dos seus trabalhos e não por causa de suas certidões de nascimento”. Perguntado sobre a escolha dos artistas Paulo Sérgio disse: “Aos 59 anos de idade, tendo escrito mais 200 artigos, tendo presidido a Comissão Nacional de Artes Plásticas da Funarte, de ter dirigido o Instituto Nacional de Artes Plásticas, tendo trabalho na Coordenação Nacional da Área de Referência Cultural da Fundação Nacional Pró-Memória, tenho um currículo que me permite ter uma visão abrangente da produção nacional. Acredito  que a minha experiência acumulada durante três décadas me permite ter uma visão definida da arte”. Paulo Sérgio porém salienta que não é uma Bienal autoral e sim um recorte da produção contemporânea.



Algumas considerações do curador da Bienal,
Paulo Sérgio Duarte, durante a coletiva à imprensa

“Insisti na importância da pintura pois, desde que nasci não cansaram de matar a pintura. No século XX já tinham a matado umas três ou quatro vezes, mas ela continua mais viva do que nunca. Esqueceram de avisar os pintores de que a pintura estaria morta e eles continuam a pintar. Graças à isso existem grandes artistas que utilizam este suporte mais que milenar”. 

“A Bienal, assim como outras instituições, só existem porque existe arte e só existe arte porque existem artistas. Acho muito difícil escolher os artistas, dizer este sim e este não. Sofro muito com isso”.

“Quem conhece meus textos sobre arte e tecnologia sabe que não é a minha área de maior simpatia. Já comparei a importância de um Goeldi com certas apresentações eletrônicas lamentáveis, ele me surpreende muito mais do que os caras com suas paletas eletrônicas de milhões de cores. Mas é fato, é uma realidade no mundo contemporâneo que um novo espaço está sendo construído, um deles é a própria internet. Mas, embora a formação do meu olhar não seja capaz de perceber novos valores nestes espaços, tenho certeza de que está emergindo novos valores nestes espaços”

“Temos que respeitar uma arte quando ela está em gestação, quando ela não tem uma experiência histórica muito acumulada para  se apresentar na plenitude do seu potencial. A arte digital não irá se apresentar com a maturidade de uma pintura. Então é justo que quando a gente olha para uma maçã do Cezzane encontre muito mais inteligência visual do que as vezes em uma arte feita em rede ou feita na cibernética. É preciso não comparar estas diferenças, um novo olhar está em gestação e eu não possuo um olhar capaz de ver esta arte em gestação. Eu fui formado olhando as maçãs do Cezzane e não arte em rede. Mas é uma forma de arte que está aí, e que tem as qualidades que eu não sou capaz de ver. Por isso na 5ª Bienal terá este espaço para essa nova experiência, e a escolha dos artistas foi pelo currículo, não pelo juízo da obra”.

Mais informações no site www.bienalmercosul.art.br




Artista Homenageado: Amilcar de Castro


Esculturas Monumentais - Largo Glênio Peres
Pinturas - Museu de Arte do RS - MARGS
A Aventura da Coerência - Armazém A7
Amilcar de Castro - Programador Visual - Usina do Gasômetro

Vetor: Da Escultura à Instalação
Núcleo Histórico: A (re)invenção do espaço
Local: Santander Cultural


Aluísio Carvão - Brasil
Américo Spósito - Uruguai
Amilcar de Castro- Brasil
Carmelo Arden Quin - Argentina
Enio Iommi - Argentina
Franz Weissmann - Brasil
Hélio Oiticica - Brasil
Lygia Clark - Brasil
Lygia Pape - Brasil
Max Bill - Suíça
Nelson Ramos - Uruguai
Sergio Camargo - Brasil
Ulises Carrión - México
Willys de Castro - Brasil

Vetor: Da Escultura à Instalação
Núcleo Contemporâneo
Local:Cais do Porto - Armazém A3/A4


Afonso Tostes - Brasil
Alejandra Andrade - Bolívia
Alessandra Vaghi - Brasil
Angelo Venosa - Brasil
Anna Maria Maiolino - Brasil
Antonio Manuel - Brasil
Artur Lescher - Brasil
Carlos Fajardo - Brasil
César Martínez - México
Dominique Serrano - Chile
Einar de la Torre e Jamex de la Torre - México
Elaine Tedesco - Brasil
Ernesto Neto - Brasil
Fernando Lindote - Brasil
Iole de Freitas - Brasil
Jac Leirner - Brasil
José Resende - Brasil
Laura Vinci - Brasil
Lucia Koch - Brasil
Marcelo Callaú - Bolívia
Marcelo Silveira - Brasil
Mariela Leal - Chile
Osvaldo Salerno - Paraguai
Pablo Vargas Lugo - México
Patricio Farias - Brasil
Paz Carvajal García - Chile
Raquel Schwartz - Bolívia
Rivane Neuenschwander - Brasil
Roman Ariel Vitali - Argentina
Rosa Velasco R - Chile
Rulfo - Uruguai
Sandro Pereira - Argentina
Sergio Meirana - Uruguai
Vera Chaves Barcellos - Brasil
Waltércio Caldas - Brasil

Vetor: A Persistência da Pintura
Núcleo Histórico: Experiências Históricas do Plano
Local: Museu de Arte do RS - MARGS


Abraham Palatnik - Brasil
Alfredo Volpi - Brasil
Arthur Luiz Piza - Brasil
Décio Vieira - Brasil
Geraldo de Barros - Brasil
Hércules Barsotti - Brasil
Iberê Camargo - Brasil
Ivan Serpa - Brasil
Juan Mele - Argentina
Lidy Prati - Argentina
Luiz Sacilotto - Brasil
Manuel Espínola Gómez - Uruguai
Maria Leontina - Brasil
Maria Luisa Pacheco - Bolívia
Matilde Perez - Chile
Milton Dacosta - Brasil
Mira Schendel - Brasil
Rubem Ludolf - Brasil
Waldemar Cordeiro - Brasil
Washington Barcala - Uruguai
 


Vetor: Transformações do Espaço Público
Obras Permanentes
Local:Orla do Guaíba


Carmela Gross - Brasil
José Resende - Brasil
Mauro Fuke - Brasil
Waltércio Caldas - Brasil


Vetor: Transformações do Espaço Público
Obras Temporárias
Local:Orla do Guaíba / Paço dos Açoarianos / Armazéns


Bettina Brizuela - Paraguai
Iran do Espírito Santo - Brasil
Mario Sagradini - Uruguai
Nelson Felix - Brasil
Nuno Ramos - Brasil
Paulo Vivacqua - Brasil
Siron Franco - Brasil


Vetor: Direções no Novo Espaço
Local:Usina do Gasômetro


Adriana Bustos - Argentina
Alessandra Sanguinetti - Argentina
Alonso Yáñez - Chile
Bia Medeiros - Brasil
Carlos Amorales / Nuevos Ricos - México
Claudia Casarino - Paraguai
Claudia Missana - Chile
Daisy Xavier e Célia Freitas - Brasil
De Cortillas - Chile
Diana Domingues - Brasil
Elcio Rossini - Brasil
Elvira Santamaría - México
Enrica Bernardelli - Brasil
Enrique Aguerre - Uruguai
Enrique Zamudio - Chile
Ensamble Cumshort - Chile
Erick Beltran - México
Felipe Baeza - Chile
Fernando Llanos - México
Fernando Melo - Chile
Francisca Garcia - Chile
Fredi Casco - Paraguai
Geopolio m7 red - Argentina
Gonzalo Mezza - Chile
Guillermo Gómez-Peña - México
Jacqueline Lacasa - Uruguai
Jaílton Moreira - Brasil
Javiera Torres - Chile
Joaquin Sanchez - Bolívia
Jorge Francisco Soto - Uruguai
Laura Erber - Brasil
Lazo - Chile
Leandro Tartaglia - Argentina
Lenora de Barros - Brasil
Logo - Uruguai
Manuel Rocha Iturbide - México
Manuela Vieragallo - Chile
Marcelo Grosman - Argentina
Marcos Chaves - Brasil
Mariana Castillo Deball - México
Mario Navarro - Chile


Vetor: A Persistência da Pintura
Núcleo Contemporâneo
Local: Cais do Porto - Armazém A5/A6


Adriana Varejão- Brasil
Antonio Dias - Brasil
Benjazmín Ocampos - Paraguai
Bernardo Krasniansky - Paraguai
Boris Viskin - México
Camilo Yáñez - Chile
Carlos Colombino - Paraguai
Carlos Pasquetti - Brasil
Carlos Vergara - Brasil
Carlos Zílio - Brasil
Célia Euvaldo - Brasil
Daniel Feingold - Brasil
Daniel Senise - Brasil
Dudi Maia Rosa - Brasil
Eduardo Cardozo - Uruguai
Eduardo Sued - Brasil
Elizabeth Jobim - Brasil
Fábio Miguez - Brasil
Franco Aceves Humana - México
Germana Monte-Mór - Brasil
Gisela Waetge - Brasil
José Bechara - Brasil
Juan Tessi - Argentina
Karin Lambrecht - Brasil
Maria Lucia Cattani - Brasil
Mariano Molina - Argentina
Niura Machado Bellavinha - Brasil
Nuno Ramos - Brasil
Patricia Israel - Chile
Sandra Cinto - Brasil